|
CATEQUESE
FAMILIAR - INÍCIO NO BRASIL |
|
Em
fins de 1992, concluída a redação de meu livro «A FORMAÇÃO CRISTÃ
DE ADULTOS», o Pároco de Itapema SC pediu-me para dar assistência
religiosa a uma das maiores comunidades da Paróquia. Definidas e
acertadas as condições, sobretudo no que dizia respeito às diretrizes
do Plano pastoral da Diocese, aceitei, até porque as duas primeiras
prioridades do Plano, Pastoral Familiar e Formação de Lideranças coincidiam
com o que mais me preocupava no momento. Com
a chegada do mês de março, mês em que, normalmente, se organiza a
Catequese, os pais das crianças que, no ano anterior, haviam feito o 1o
ano de Catecismo, queriam que os filhos começassem o 2o
ano para poderem fazer a 1a
Comunhão, como era hábito. Aqui começaram os problemas. Com efeito,
desde o início de meu trabalho, na Comunidade, uma das coisas que mais me
impressionava era a total ausência de jovens na Celebração dominical.
Tentando indagar a causa, e resposta era sempre a mesma: "Após a
1a
Comunhão, as crianças desaparecem da Igreja"! Diante desta
constatação, pareceu-me necessário ter uma conversa com os pais, antes
de dar início a qualquer atividade no setor. Na data, hora e local fixados, compareceram 35 casais com
filhos na situação atrás descrita. A reunião iniciou com o seguinte diálogo: Que vem acontecendo com vossos filhos, depois que
fazem a 1a Comunhão"? Perguntei Meio engasgados, alguns casais responderam: "Abandonam
a Igreja"! - "Acham que está certo, assim"? Todos, em uníssono, responderam: "Não" - "Conhecem algum modo de evitar isso"? Perguntei,
de novo A resposta foi o silêncio! Após uns bons momentos, prossigo: "- Eu conheço uma maneira. Se vocês, Pais,
estiverem dispostos a enfrentá-la, podemos experimentar. Consiste no
seguinte: Assim como as Crianças têm sua reunião semanal, assim os Pais
terão também a sua. A das Crianças é orientada pela Catequista. A dos
Pais, nestes 2 primeiros anos, vai ser orientada por mim. Esta Catequese
tem o nome de Catequese Familiar. - Vocês estão dispostos a experimentar? Todos:
"Estamos". - "Olhem que é preciso ser valente para
isso, adverti,
perguntando, logo a seguir: - E vocês são valentes"? Todos: "Somos". - "Podemos, então, começar a organizar o
trabalho"? Todos: "Podemos". Puxo do caderno e começo a anotar os nomes dos casais
presentes. Eram 35. Seguidamente, explico que a primeira coisa que os Pais têm a
fazer é inscrever seus filhos nos próximos domingos, imediatamente
antes, ou depois da Celebração dominical. Enquanto as Catequistas iam fazendo as inscrições, eu ia
preparando os Subsídios para Pais, Crianças e Catequistas. Neste espaço de tempo, a maior dificuldade foi encontrar
Catequistas para este novo tipo de Catequese. Depois de vários apelos, 13
manifestaram vontade de ajudar na Catequese. 7 não compareceram a uma única
reunião. Das 6 restantes, apenas 3 agüentaram o período de preparação,
assumindo, depois, grupos de Catequese. Foram elas: Lana, Valdirene e
Silvana. Estas 3 deram provas de verdadeiras heroínas, no novo trabalho
que assumiram. Em fins de Maio de 93, tudo estava pronto para começar a
Catequese: Catequistas preparadas, grupos organizados, lugares e horários
das reuniões fixados e subsídios, para os primeiros encontros, à
disposição. Foram organizados 3 grupos com crianças: um grupo de crianças,
de 7 a 9 anos, que iniciavam a Catequese, e dois grupos de crianças de 10
a 13 anos que estavam começando sua preparação para a 1a
Comunhão, seguindo o processo de Catequese Familiar. O grupo dos que iniciavam, e que seguia o método habitual,
foi entregue à Valdirene. Dos 2 Grupos de preparação para a 1a
Comunhão, um foi entregue à Silvana e outro à Lana. Os pais das Crianças destes 2 grupos formavam também dois
grupos de pais que se reuniam com o padre, uma vez por semana. No 2o ano, devido a algumas desistências, os
dois grupos de crianças fundiram-se num só, acontecendo o mesmo com os
dois grupos de pais. Dois fatos importantes caracterizaram este tipo de Catequese:
o primeiro consistiu no fato de as Crianças não faltarem, a não ser por
motivo grave; o segundo foi o interesse e vontade de continuarem na
Catequese de adolescentes. Os quase dois anos de preparação passaram depressa,
aproximando-se, cada vez mais, o dia 27 de Novembro de 1994, dia fixado
para a 1a Comunhão destas crianças. A Celebração,
organizada pela Catequista Dª Lana e pelos pais das crianças, foi um
acontecimento inesquecível para todos os que nela participaram. No momento da homilia, o celebrante silenciou. Foi, então,
que os Pais das Crianças que, dentro de instantes, iriam receber a 1a
Comunhão, ocuparam o tempo reservado à homilia, com testemunhos de
experiências vividas, durante os 2 anos de Catequese. Seguem os nomes dos Pais e respectivos filhos que concluíram
os dois anos de Catequese Familiar:
PAIS:
FILHOS: - Darcy e Ema Debiazi. . . . . . . . . .
. . . . . Bianca - Devaír e Irene Weiss . . . . . . . .
. . . . . . . Adelina - Dionísio e Pierina Travessini .
. . . . . . . . Neurivan e Naiara - Cesinando e Júlia Assunção .
. . . . . . . . Tatiane - João Martinho e Orasmina Conceição .
. Juliana - João Linhares e Arvelina N. da Silva.
. . . Reinaldo e Reinildo - José Milioli e Ana Debastiani . . . .
. . . . . Maycon -
Luis Carlos e Elaír Virtuoso . . . . . . . . . . Aldireia - Maria Vaílda Feijó . . . . . . . . .
. . . . . . . . . Maristela - Renato e Rosangela Ávila . . . . . .
. . . . . . Renata - Valmor e Maria de Oliveira. . . . . . . . . . . . Patrícia
|
CATEQUESE FAMILIAR
Núcleo de Divulgação, Implantação e Apoio
Rua 310, nº 667
88220-000 ITAPEMA - SC
Tel./Fax: (47) 3268 1918
E-mail: catequesefamiliar@terra.com.br