CATEQUESE FAMILIAR - COORDENADOR

O COORDENADOR DE «CATEQUESE FAMILIAR» é o Padre Ernesto do Nascimento Pereira, com o seguinte currículo:

A – De Portugal para Moçambique

O Pe Ernesto Pereira nasceu em Portugal, em 1936, e formou-se nos seminários da Sociedade Missionária, em Portugal.  

Ordenado sacerdote em 1962, nesse mesmo ano partiu, como missionário, para Moçambique (África oriental).  
Em 1969, após 6 anos de atividade missionária, dedicada especialmente à aprendizagem da língua do povo a evangelizar, seguiu para Bruxelas (Bélgica) especializar-se em Catequese e Pastoral. Freqüentou, durante 2 anos o Instituto «Lumen Vitæ», de Bruxelas, afiliado à Universidade Católica de Lovaina (Bélgica).

Durante sua estadia na cidade de Bruxelas, fundou a Comunidade Católica de Imigrantes de língua portuguesa à qual prestou assistência religiosa, durante os 2 anos de sua permanência naquela cidade (Cf.  LIDERANÇA CRISTÃ E FUTURO DA IGREJA  Págs. 21-30).

Com um trabalho de pesquisa com quase 200 páginas, sobre a Feitiçaria e suas implicações na atividade missionária da região de Moçambique, onde trabalhava, obteve, em 1971, o grau de Licenciatura em Catequese e Pastoral.

Regressando a Moçambique, foi nomeado Coordenador de Pastoral da Diocese de João Belo, hoje, Xaixai, concentrando sua ação missionária na formação de Animadores de Comunidades.
Com a independência e a instalação do comunismo radical, tipo chinês, o novo governo foi tomando conta de todas as instalações missionárias, obrigando a interromper este e outros trabalhos missionários.  
Sendo a cada dia mais limitada, a atividade missionária, entrou, então, em franco processo de regressão.  
As reuniões da comunidade, publicamente liberadas pelas autoridades marxistas, tornaram-se impossíveis, na prática, uma vez que o partido comunista passou a organizar suas reuniões, nos mesmos horários, sendo todos obrigados a comparecer.  

Chegou também o momento em que todo o missionário que não tivesse uma atividade civil, não poderia continuar no país, já que a atividade missionária não era reconhecida como trabalho. Isto fez com que vários missionários, inclusive o Padre Ernesto, após lhes terem sido tirados, além de edifícios e pertences, todas as possibilidades de trabalho pastoral, tivessem de abandonar o país. Outros foram expulsos. Os que conseguiram ficar, passaram por um longo período semelhante ao das catacumbas, nos primeiros séculos do cristianismo. Sem quaisquer perspectivas de trabalho missionário naquele país, em 6 de Julho de 1976 deixou Moçambique, rumo a Portugal! (Cf. LIDERANÇA CRISTÃ E FUTURO DA IGREJA, págs.17-20).

 

B – 1º  Pároco de São Jorge do Patrocínio PR.

Ao deixar Moçambique, já havia alguns missionários da Sociedade Missionária da Boa Nova trabalhando em Teófilo Otoni MG. Bispos de outras dioceses tinham pedido padres para Paróquias recém-criadas. Foi, então, enviado para o noroeste do Paraná. Em 6 de Fevereiro de 1977 tomou posse da recém-criada Paróquia de S. Jorge, (com a criação do município passou a chamar-se São Jorge do Patrocínio), onde permaneceu até 14 de Junho de 1988.

Além da atividade pastoral a que se dedicou com seus conhecimentos e zelo, sobretudo na preparação de lideranças para as várias atividades pastorais, empenhou-se na mentalização do povo no sentido da luta pela sua emancipação política, face ao abandono do poder público. A desejada emancipação concretizou-se com a tomada de posse do primeiro prefeito em primeiro de janeiro de 1983.  
Em meados de 1988, estando toda a Paróquia organizada e deixando Matriz e Capelas equipadas, não só com todas as estruturas materiais, mas também com as necessárias lideranças para as diversas atividades pastorais e um município que, ainda hoje, é modelo em todo o Brasil, o Padre Ernesto deu por encerrada sua atividade naquela paróquia da qual foi o primeiro Pároco (Cf. mais dados em LIDERANÇA CRISTÃ E FUTURO DA IGREJA, págs. 31-106   

C – Contato com o processo de evangelização «CATEQUESE FAMILIAR»

Deixando a paróquia, entrou num longo período de reciclagem pastoral. Incentivado por sua experiência pastoral, pelas bem sucedidas experiências de Catequese Familiar que vinham sendo feitas em vários países e pelas graves palavras do Papa João Paulo II, em Familiaris Consortio 52, em que ele diz que: «A absoluta necessidade da Catequese Familiar surge com especial vigor, onde uma incredulidade difundida ou um secularismo invasor tornam praticamente impossível um verdadeiro crescimento religioso, ficando, por isso, a Igreja doméstica como ÚNICO ambiente para uma autêntica Catequese de crianças e jovens» (e adultos!).

A partir de 1989 começou uma espécie de «maratona» pelos Institutos de Pastoral à procura de experiências e elementos bibliográficos sobre Catequese Familiar. Nada de concreto encontrou no Brasil. Confirmou, porém, informações anteriores sobre a experiência da Igreja Chilena neste Setor. 

Baseado nesses dados, em março de 1991 viajou para o Chile, onde passou vários meses.   
No Instituto da Catequese de Santiago, laboratório desta Catequese Familiar, conheceu os mentores e iniciadores deste projeto evangelizador que, pouco a pouco, se vem difundindo por todo mundo.

Nesse instituto de Catequese, participou de vários cursos ministrados a centenas de Catequistas pelo Padre Carlos Decker, iniciador e cérebro de todo esse projeto.

Para saber o que pensavam os párocos sobre este tipo de Catequese Familiar, adotada, inicialmente, pelo Cardeal Arcebispo de Santiago, e depois, por todo o episcopado, como método de preparação para a Primeira Eucaristia, contatou com alguns deles.

Entre essas visitas, encontrou-se com o Padre Devanir, estigmatino brasileiro, que, havia 12 anos, era pároco de uma paróquia de Santiago. Após longa conversa, este pároco, refletindo na sua experiência paroquial no Brasil e no Chile, tudo resumiu numa frase bem simples, mas reveladora: «Creio que a Catequese Familiar foi uma espécie de achado para a Igreja do Chile».

O encontro mais marcante desta «maratona» foi o que teve com o Padre José Cifuentes, esse venerável ancião jesuíta que, em 1930, iniciara seu trabalho missionário na China.

Após longa conversa, com alguém que refletia a alegria e o entusiasmo de ter descoberto na Catequese Familiar a forma mais prática da sua realização como pastor, o venerável ancião entregou ao Padre Ernesto umas considerações que acabara de escrever para serem publicadas na revista «Contactos» do Instituto de Catequese de Santiago. Nelas apresentava para todos os párocos e catequistas o que ele pensava sobre esse tão importante meio de evangelização das famílias. Por ser um testemunho que muito pode ajudar a entender esta Catequese Familiar, o apresentamos atrás.

Regressando do Chile, dedicou-se a redigir o livro (Cf. LIDERANÇA CRISTÃ E FUTURO DA IGREJA págs 107-126)

D - Trabalho pastoral em Itapema SC. - Primeira experiência com Catequese Familiar

Concluída a redação do livro  «A FORMAÇÃO CRISTÃ DE ADULTOS, o grande desafio para a Igreja do terceiro milênio», acima referido, aceitou um pedido de ajuda solicitado pelo pároco de Itapema SC para organizar a pastoral num dos maiores bairros do município (Bairro MORRETES). Iniciou essa atividade no Natal de 1992.

Em Maio de 1993 implantou, nesse bairro, a Catequese Familiar para as crianças que desejavam preparar-se para a primeira Eucaristia, assumindo, ele mesmo, durante os dois primeiros anos, as reuniões semanais de pais do primeiro e do segundo ano. (Cf. Link «Início no Brasil». Para mais informações sobre o seu trabalho nesse Bairro Cf. LIDERANÇA CRISTÃ E FUTURO DA IGREJA, págs.129-139).  
Esta experiência mostrou resultados tão positivos, que resolveu dedicar o resto de sua vida a divulgá-la pelas paróquias do Brasil. Com essa finalidade, percorreu boa parte do país, contatando com centenas de Paróquias e seus respectivos párocos. Mesmo a passos muito lentos, esta Catequese Familiar já está funcionando, com ótimos resultados, em paróquias dos seguintes Estados: Brasília, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Nestes anos, paróquias houve que, tendo aceitado,  timidamente, implantar a Catequese Familiar em apenas uma Comunidade, passados 4 anos, tiveram de atender o pedido de Catequistas e Coordenadores, estendendo-a a todas as outras Comunidades da paróquia. E deste modo, a propagação deste tipo de Catequese Familiar começou a ser feita a partir do conhecimento de seus ótimos resultados!

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